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  • Foto do escritorCaroline A. Pinheiro da Costa

Ouvindo o chamado de Maria Madalena

Estava com o Pedro no final de Novembro de 2019 indo conhecer a dona próxima casa em Vancouver que faríamos house-sitting. Na esquina da casa, quase chegando no destino, lemos em um estande de informações à nossa esquerda um cartaz em inglês dizendo: Venha juntar-se a nós toda sexta-feira para um almoço leve, seguido de percussão em tambores e canto de canções de oração das Primeiras Nações de Turtle Island.


Eu sempre soube de Maria Madalena mas não havia sido devidamente apresentada à sua energia antes de Junho de 2019, onde minha amiga Jaqueline me explicou sobre um workshop que havia participado à respeito desta Deusa. Me contou sobre parte da verdadeira história de Madalena e sua relação profunda de amor transcendental com Jesus Cristo. Depois desse dia, senti um chamado forte de buscar saber mais sobre essa Deusa.


Após eu aceitar e compreender o chamado dentro do meu coração, o Universo me proporcionou em Julho, menos de um mês depois, a chance de participar de um trabalho espiritual da minha Xamã/Madrinha Luzia especificamente sobre Maria Madalena. Neste trabalho, consagramos o Santo Daime e fizemos um estudo profundo da Santa Madalena, que foi a mais fiel apóstola de Jesus Cristo. A quem somente, inclusive, Jesus se apresentou após sua reencarnação para reafirmar sua conexão com ela, pedir que seguisse com a catequização na Terra e assegurar que ele a esperaria no Reino dos Céus após a concretização do seu trabalho neste plano.





Jesus Cristo e Maria Madalena são dois e são um só. Seu elo e portal de fusão é o amor transcendental e Crístico nascido a partir da fé na relação. O amor dos dois permitiu o retorno de Jesus à Terra para vê-la por mais uma vez. Esse gesto a preencheu de interminável fé, fazendo dela a liderança na missão de disseminar a palavra deixada por ele na Terra. O portal aberto pelo amor dos dois preenche o coração dos amantes, das famílias e das comunidades que acreditam em vida após a morte.

Maria Madalena carrega a chama vermelha da paixão e é a guardiã da linha do Oriente. É a chama protetora de Madalena que conduz os ciganos no caminho da luz.

É a vibração quente da paixão entre ela e Jesus Cristo que abençoa os casais no momento do matrimônio. Ela é também a frequência da mulher andarilha, livre e apaixonada. É a representação do arquétipo feiticeira guardiã da fé inesgotável no Amor Divino.



Chegamos na nova casa para realizar nossa tarefa de housesitters no tempo perfeito para participar da Cerimônia de tambores com cantos e rezos que havíamos lido no cartaz. Ao chegar na Igreja Anglicana de Santa Maria Madalena, eu e Pedro fomos recebidos por Vivian Seegers (Pastora do Ministério Urbano Aborígine e Diocese Anglicana Postulante de New Westminster). Ela é uma xamã e mulher-medicina da Nação Dene, do Canadá. Estudou teologia na Universidade de British Columbia em Vancouver e tornou-se pastora da Igreja Anglicana que fomos.


Somente participamos por uma vez até agora de uma das atividades que eles oferecem. No círculo de tambores que participamos a Xamã nos conduziu por uma hora com cantos, batidas de tambor dois momentos de partilha. Ela iniciou o círculo com uma oração de agradecimento guiando-nos às quatro direções e aos quatro elementos.


Na sequência, batemos todos uníssono os seus respectivos tambores num ritmo similar às batidas no nosso coração, conectando-nos ao coração da Mãe Terra.

Em seguida, Vivian iniciou o momento de partilha através da fala e compartilhou numa sequência de roda a baqueta de seu tambor para que falássemos sobre o que estava mais latente no nosso coração naquele momento. Éramos Vivian, Pedro, eu e uma discípula de Vivian que compartilhou sobre uma experiência que teve em uma Tenda do Suor, mencionando também a Música da Mulher Guerreira. Logo em seguida, Vivian apresentou-nos à canção. Nós a cantamos e, inclusive, ela pediu que seguíssemos cantando-a por onde passarmos.



Após todos cantarmos a canção e terminarmos de compartilhar, cantamos outra canção. Desta vez, foi uma canção Cherokee, Whendeyaho. Encerramos a roda compartilhando sobre o que éramos gratos naquele momento e tocando os tambores novamente no ritmo do coração da Terra.


Foi uma experiência extremamente sutil e poderosa. Tocar quatro tambores em uníssono cantando canções de tribos nativas Norte Americanas guiados por uma matriarca da Nação Dene. Esse tipo de experiência cósmica só nos foi possível por meio do reconhecimento daquele chamado de Madanela em Junho.


Essa é a energia do amor incondicional que Maria Madalena quer me mostrar e deseja que eu mostre à vocês também.




Essa vibração está muito além do cristianismo tradicional que é por muitas vezes deturpado e replicado por anos, anos e anos. Infelizmente em muitos discursos da Igreja tradicional patriarcal ainda ouvimos uma retórica onde apresentam esta Deusa poderosa como uma prostituta que trazia pecado e má influência para a história do patriarcado (liderado por uma figura de Deus também muito deturpada). Somente com um estudo aprofundado da verdadeira história de Jesus Cristo podemos acessar certas informações tão celestiais como a de Maria Madalena.

Vamos seguir participando das rodas de canto e tambor da Igreja pelo menos até o final de Dezembro. Seguirei em conexão próxima com sua energia e recebendo as orientações de seu Divino Amor para compartilha-las por onde eu passar.


Gratidão Minha Santíssima Soberana Deusa Maria Madalena, que sua chama vermelha com dourado siga flamejando em minha pele, mente e coração cada vez mais forte.




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