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  • Foto do escritorCaroline A. Pinheiro da Costa

Relato de experiência com Yoga e Doula durante a preparação para o parto: Kariny Carvalho

Comecei a fazer yoga tinha aproximadamente uns 4 meses de gestação. Com 7 meses minha filha já estava "encaixada".


Comecei por indicação de uma amiga que me disse que tinha praticado a gestação inteira e que o parto dela tinha sido incrível. Falou que a Carol era uma pessoa abençoada por Deus... além de ser professora de yoga ela era doula, enfim.


Na semana que completei 39 semanas eu já estava bem cansada com a barriga e com muita dor nas costas. Na noite de uma quinta feira eu estava completando 39 semanas e 3 dias, às 20:59, comecei a sentir as contrações. Na verdade, fiquei na dúvida pois não sabia se realmente era a tão temida contração mesmo.


Comecei a marcar o tempo e estava de 10 em 10 minutos, fiquei calculando e anotando o horário. Às 1:15 da manhã as contrações começaram de 5 em 5 minutos. Ligamos no hospital e disseram para eu ir. Chegamos ao hospital as 2:00 da manhã a enfermeira me checou eu tinha dilatado somente 1 centímetro. Então que fiquei pensando: "Nossa, que dor que vou ter que sentir! Até agora somente 1 cm". Mas não desanimei. A enfermeira me ofereceu uma morfina pra eu conseguir descansar um pouco, me checou novamente e já estava com 2cm. Me mandou voltar para casa, pois seria melhor eu ficar em casa até dilatar os 6 cm.


Chegamos em casa entre 4:30 e 5:00 da manhã. Eu estava sonolenta por conta da morfina e já um pouco cansada. Deitei na cama de lado e, quando começava a contração, meu esposo fazia massagem (que por sinal a Carol que ensinou ele e ele aprendeu direitinho). Sem Deus, em primeiro lugar, meu esposo e sem os conhecimentos da Carol não sei se eu teria dado conta.


Às 5:30 da manhã me deu vontade de fazer xixi. Quando levantei da cama minha bolsa estourou. Meu esposo ficou um pouco desesperado, normal... quem não ficaria primeira gestação? É tudo novidade. Resolvi tomar um banho enquanto ele ligava no hospital. Disseram que era pra eu esperar de 1h30 a 2 horas para poder ir no hospital. Então esperamos em casa e, assim, ele continuou fazendo massagem.


Eu ia pra bola de yoga, fazia agachamento, caminhava... as 7h da manhã chegamos ao hospital novamente. A enfermeira me checou e eu estava com 5.5cm. As 9h ela voltou e me checou novamente e estava com 6cm. Então desanimei um pouco e estava muito cansada. Então ela me ofereceu a anestesia peridural, onde eu disse no primeiro momento que não queria, porque a anestesia atrasa muito o trabalho de parto. Ela disse que não interfere no trabalho de parto e então me convenceu a tomar.


Aí que aceitei pois já estava exausta. Ela me disse que o médico só poderia vir aplicar a anestesia as 9h30 da manhã, então tinha que esperar. Quando foi 9h50 da manhã eu estava com muita dor e meu esposo chamou ela perguntando quanto tempo faltava. Ela disse que o médico estava chegando. Foi aí que veio uma contração muito forte - a mais forte de todas. Quando o médico chegou as 9h55 da manhã no quarto para aplicar a anestesia, a enfermeira me checou antes dele aplicar.


Para surpresa de todos, inclusive do médico e enfermeiras, e até eu mesma, ela viu que eu estava 10cm dilatada. Não precisei da anestesia e já estava pronta para minha filha nascer exatamente como eu queria: o mais natural possível. Fiz 3 "pushà e minha filha nasceu as 10h19 da manhã com 48.3cm e com 2.680 gramas. Super saudável!


Meu trabalho de parto durou 11hora. A Carol já tinha me avisado: "na hora, tenta sentir prazer... não fique tensa, fique tranquila". E assim foi meu parto: senti amor, a presença de Deus a todo instante e só queria minha filha em meus braços!


Hoje agradeço imensamente a Carol. Ela que instruiu passo a passo, ajudando em todos meus medos e minhas dúvidas sobre o parto, amamentação e o pós parto! Um anjo de Deus! Gratidão a todo instante.


*Relato escrito em 07 de Outubro de 2020 por Kariny Carvalho


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