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  • Foto do escritorCaroline A. Pinheiro da Costa

Aprofundando a compreensão sobre o Tantra Yoga III

"Yoga não é uma filosofia, é uma maneira de experienciar a realidade. O tantra é uma cosmovisão. É uma maneira de olhar o universo."

A cultura indiana começa no Vale do Hindu se desenvolveu há quatro mil anos antes de cristo, no mesmo tempo que se desenvolveu o Egito faraônico e os sumérios.


O sânscrito é a ultima escrita dos grandes movimentos que não se foi decifrada totalmente. É tão antiga e pouco decifrada que há somente 100 anos que se iniciou o processo de tradução e reconhecimento mundial.


Diferente de grandes templos, palácios e tumbas construídos para grandes elites, a cultura hindu criava cidades construídas para toda a população com água, esgoto e planejamento para todo o povo. Foi desenvolvida uma cultura com acesso de vida de qualidade para as pessoas. Era uma cultura de base matriarcal, sem uma grande hierarquia com desenvolvimento horizontal.


Por volta de 1900 Antes de Cristo, houve o secamente natural das nascentes do rio Sarsvati, base da cultura Tântrica, colapsando o modo de sobrevivência das comunidades da região. Ao mesmo tempo, povos indo-europeus colonizaram a região com ideais patriarcais, dominando a região.


Com isso, se instalou um novo sistema de organização, mundialmente conhecido como o atual sistema da Índia: o sistema de castas. Estabeleceu-se, também, a cultura espiritual védica. Que é um sistema muito mais difícil de mobilidade social, muito mais do que um sistema de escravidão, por exemplo.


O tantra é o underground da cultura indiana. É basicamente o lado contrário da visão védica, por ser matriarcal e horizontal. Filosoficamente, o vedanta baseia-se na concepção de que o mundo é uma ilusão (maya) e a verdade está dentro de Brahma (mundo espiritual). Nesta visão, os védicos se afastam da vida real e se aproximam da vida espiritual.


Na visão tântrica é justamente o oposto. Estar vivo é absolutamente real, e não ilusório. E é na vida que a evolução espiritual ocorre. Dentro do tantra, o nascimento humano é tido como fundamental. Pois o nascimento é a possibilidade de transformação com visão alquímica de transmutação na medida da dedicação consciente de mudar sua natureza. Similar ao aspecto alquímico do Tao, da medicina chinesa. Ou da epigenética, na medicina ocidental. É a proposta de mudança em todos os aspectos: energia, física e consciência.


A ideia original do Tantra é a de que o Ser Humano tem poder sobre si mesmo (em sua versão mais elevada e positiva). Tudo é Shakti, uma possibilidade de expansão da consciência. Todas as oportunidades que ocorrem são chaves de aprendizado e expansão da vida na terra. A natureza inteira é oportunidade de inteligência e expansão.





A cultura tântrica tem de base uma visão que desperta um interesse no mundo. Por exemplo, a medicina ayurvédica, fruto do tantra, mostra que o corpo físico não é desprezível e possui seu ensinamento. Observando o corpo e a interação com o mundo (microclimas, épocas do ano, artes e relações humanas). Diferente do ocidente, que separa em três partes (o corpo, energia e consciência), o Ayurveda percebe esses três elementos como uma coisa só.


Cada partícula do Cosmo reflete o resto à sua volta. Cada forma na vida é única. E todas as formas unidas são uma forma só. Não há separação entre os elementos da vida. É assim que o Tantra vê a vida. E ele busca que o Ser Humano perceba como experiência e sensação essa unidade com o todo em seu próprio corpo. E, não simplesmente por uma visão intelectual, mas por uma visão experiencial. Não só compreender estudando, mas experienciando. E aí, passa de ser informação para ser real conhecimento.


Leia o post de continuação clicando aqui. 

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